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Respirador Bucal

 

O cirurgião-dentista é, muitas vezes, o primeiro profissional da Saúde a ter contato com portador de sindrome da respiração bucal - ou de face longa – e por isso deve estar atento às suas características, encaminhando o paciente para um tratamento multidisciplinar envolvendo ortodontista, fonoaldiólogo e otorrinolaringologista. 

As características desse paciente são: face alongada e entristecida, olhos caídos, olheiras profundas, lábios entreabertos, hipotônicos e ressecados, associados a alterações de postura (figura 1). Os pais podem relatar também, que a criança come de boca aberta, tem preferência por alimentos pastosos, costuma babar no travesseiro quando dorme e apresenta alterações de comportamento, como sono agitado, irritabilidade dificuldade de concentração. O quadro descrito também pode ser acompanhado de queda no rendimento escolar e de baixa aptidão esportiva. 

A respiração é a primeira função desenvolvida por ocasião do nascimento, estabelecendo-se como principal função do organismo. O nariz torna o ar inspirado próprio para os pulmões, aquecendo-o; ao mesmo tempo o filtra, retendo as impurezas (poeira e microorganismos, por exemplo), e também o umedece. Quando se respira pela boca, o ar pode chegar impróprio aos pulmões aumentando os riscos de infecções e ressecamento da cavidade bucal.

A causa mais comum da respiração bucal é a obstrução das vias respiratórias devido à hipertrofia das tonsilas faringeanas (adenóides), à hipertrofia do tecido conjuntivo que reveste as conchas nasais, ao desvio de septo (que pode ser provocado por traumas em acidentes domésticos ou parto) ou à hipertrofia das tonsilas palatinas (amígdalas) (Fig. 1 e 2). As tonsilas sofrem hipertrofia geralmente por causa de problemas alérgicos – rinite, sinusite, bronquite – que congestionam as vias aéreas superiores dificultando a respiração nasal e forçando a alteração do padrão respiratório. A hipertrofia surge como defesa do organismo.

A criança que respira de forma predominantemente bucal vive de boca entreaberta e normalmente perde a tonicidade da musculatura facial e mesmo após solucionar os problemas obstrutivos, ainda pode apresentar dificuldade em manter a boca fechada. A respiração bucal exige uma mudança na postura para assegurar a abertura de uma via aérea bucal. Deste modo, a criança permanece com os lábios entreabertos, com a mandíbula deslocada para baixo e para trás, e a língua repousando mais inferior e anteriormente. Estas alterações posturais favorecem um maior desenvolvimento ântero-inferior de face, assim como a atresia do arco dentário superior e a mordida aberta anterior.

É comum o paciente com respiração bucal desenvolver ronco e até apnéia do sono, um distúrbio que pode intensificar-se com o decorrer dos anos. A sindrome da apnéia do sono pode colaborar para o surgimento de doenças perigosas na vida adulta, como hipertensão arterial, angina, insuficiência cardíaca, arritmias, infarto.

A literatura médica mostra que crianças com desvios obstrutivos de uma das cavidades nasais podem apresentar desenvolvimento pulmonar desigual. O pulmão do lado afetado pode desenvolver-se menos.

O diagnóstico é obtido a partir da história clínica, pelo exame físico e por exames complementares, como radiografias e endoscopia nasofaringenea.

O tratamento do paciente respirador bucal é sempre multidisciplinar e envolve a avaliação do ortodontista, do fonoaudiólogo e do otorrinogeringologista, este ultimo, determinando os locais de obstrução à respiração nasal, o que orienta o caminho a ser tomado para curar o paciente.

Atualmente, os médicos evitam ao máximo a remoção de amígdalas e adenóides hipertrofiadas pois esse problema tende a se normalizar na adolescência.

O tratamento Fonoaudiólogo compreende não apenas a execução de exercícios musculares, mas também orientações em relação ao controle do ambiente em que ele vive.

No tratamento ortodôntico, o principal contribuição está relacionada à expansão da arcada superior (Fotos). Esse procedimento promove um aumento transversal de cavidade nasal, aumentando a permeabilidade nasal, principalmente nos pacientes com alto grau de dificuldade respiratória.

O interesse e o estímulo da família são fundamentais no tratamento multidisciplinar do respirado bucal.